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sexta-feira, 21 de outubro de 2016

Aquarianos voam tão alto em seus sonhos que literalmente alcançam o céu.

ESPECIAL:

A incrível história da moça negra e pobre na preconceituosa América do início do século XX, que ousou desejar ser piloto de aviões... e conseguiu!



Bessie Coleman (26/01)


Era uma vez uma garotinha chamada Elizabeth (Bessie) que nasceu há muito muito tempo, em 1892, numa cabana de chão de terra batida em Atlanta, no Texas, como a décima criança entre os 13 filhos de George e Susan Coleman, lavradores analfabetos, filhos de escravos. Aos seis anos, Bessie caminhava cerca de 6 quilômetros todos os dias para estudar numa humilde escola para negros. Era boa aluna, destacando-se em leitura e matemática. Todos os anos, entretanto, os estudos eram interrompidos quando chegava a época da colheita de algodão, em que Bessie também trabalhava com a família.




Quando tinha 9 anos, seu pai, que era parte Cherokee, cansado com a segregação e barreiras raciais do Texas, deixou a família e voltou para o território indígena de Oklahoma, onde nascera. Susan e os irmãos mais velhos de Bessie assumiram o sustento da família, enquanto ela ficava em casa cuidando dos irmãos menores. Trabalhando como lavadeira, Bessie concluiu seus estudos secundários em uma Igreja Missionária Batista e, por volta de 1910, conseguiu juntar a quantia suficiente para um período numa faculdade de negros, a Oklahoma Colored Agricultural and Normal University. Mas, por não ter condições econômicas para prosseguir, Bessie foi obrigada a largar seus estudos. Cinco anos depois, ela se mudou para Chicago com seus irmãos mais velhos e foi trabalhar como manicure na barbearia White Sox, onde começou a escutar as histórias que os pilotos veteranos da Primeira Guerra contavam. Foi aí que ela foi fisgada pelo sonho de voar. Bessie arrumou um segundo emprego para juntar dinheiro mais rápido, com a intenção de se matricular numa escola de pilotos. 




Mas ela era negra e mulher. E, ainda por cima, tinha ascendência indígena. Nenhuma escola de pilotos nos EUA quis aceitá-la. Então, ela buscou o patrocínio de Robert S. Abbott, editor do jornal negro de maior circulação no país, o The Chicago Defender, e também de Jesse Binga, o fundador do primeiro banco particular negro de Chicago, e foi para a França. Lá, Bessie conseguiu tirar seu brevê em 1921, aos 29 anos.






Quando retornou ao seu país natal, tornou-se uma sensação apresentando-se em shows de acrobacias aéreas. Já uma celebridade, Bessie se recusava a se apresentar em qualquer local em que negros não fossem admitidos, e abriu um salão de beleza a fim de juntar dinheiro para comprar seu próprio avião.




Em 1926, na véspera de uma apresentação em que saltaria de paraquedas, Bessie fez um voo de reconhecimento. Ela não colocou o cinto de segurança, pois precisava olhar por sobre o cockpit para examinar o terreno lá embaixo. Com dez minutos de voo, o avião, que já havia dado inúmeros problemas, mergulhou subitamente e começou a rodopiar, e Bessie não conseguiu se segurar e foi arremessada, caindo de uma altura de 610 metros, morrendo instantaneamente. Seu mecânico e agente publicitário, William Wills, de 24 anos, que estava no avião, não conseguiu controlá-lo e a aeronave se espatifou e explodiu, matando-o também. Uma perícia apurou que a causa do acidente foi uma chave-inglesa usada para consertar o motor, que acabou escorregando para as engrenagens, travando-as. Bessie tinha 34 anos.





Ela foi a primeira pessoa negra (bem como a primeira de ascendência indígena) a se tornar piloto nos Estados Unidos e também a primeira pessoa negra a conseguir licença como piloto internacional.



"The air is the only place free from prejudices"









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